SÃO ZYGMUNT S. FELINSKI

NOSSO FUNDADOR

Nascido de uma família nobre e cristã, a 1º de novembro de 1822, em Wojutym - Polônia, filho de Eva e Geraldo Felinski.

Educado em ambiente religioso, onde aprendeu desde a infância o verdadeiro amor a Deus, à Virgem Maria, ao próximo e à Pátria. Sua adolescência foi marcada pela dor e sofrimento. Perdeu seu pai aos onze anos e, aos dezesseis, sua mãe foi exilada para a sibéria. Estudou na Universidade de Moscou e em Paris, na sorbone, tornando-se professor de Matemática.

Lutou em defesa da Pátria, onde experimentou a dor da derrota e também sentiu profundamente a morte de seu grande amigo e companheiro de luta, o poeta Júlio Slowacki.

Após essas experiências dolorosas, refletiu sobre sua vida até aquele momento e decidiu entrar no Seminário e, em 1855, na cidade de Petersburgo - Rússia, foi ordenado sacerdote.

Em 1857, observando o sofrimento das crianças e idosos abandonados de Petersburgo, iniciou a fundação da Congregação das Irmãs da Sagrada Família.

Em 1862 foi nomeado Arcebispo de Varsóvia - Polônia, na qual desenvolveu suas atividades pastorais com coragem no serviço de Deus. Mas, por não compactuar com o governo russo e por defender os direitos do povo e da Igreja, foi preso e levado para o exílio na Sibéria - Rússia, onde permaneceu 20 anos exilado. Durante o período de exílio, viveu em profunda sintonia com Deus e exerceu suas atividades de pastor ajudando aos irmãos necessitados, sem esquecer da Congregação que fundara.

Quando regressou do exílio, fixou residência em Dzwiniaczka - Galícia, dedicando todo o seu tempo e suas forças à Igreja, à Congregação que fundara e à Nação. Zelou pela cultura do povo, organizou o ensino elementar nas Escolas e Orfanatos e dirigiu a catequese com o máximo de amor até os últimos dias de sua vida.

Faleceu na cidade de CRacóvia - Polônia, a 17 de setembro de 1895, aclamado por todos, como "Homem Santo".

No dia 22 de agosto de 2002, na cidade de Cracóvia - Polônia, pelas palavras do Papa João Paulo II, a Igreja reconheceu a samtidade de Zygmunt Felinski, colocando-o entre os Bem Aventurados.

Foi Canonizado no dia 11 de outubro de 2009.

Ele dizia: "A fé nos ensina que somente será glorificado com Cristo aquele que admite ser crucificado com Ele na Terra".

"Abençoo-vos para o trabalho interior; para a construção do Reino de Deus em vossas almas, para levardes a cruz em espírito de penitência e em espírito de espontâneo sacrifício a exemplo de Vosso Mestre, Esposo e Senhor." (Bênção do Fundador)

"Há pessoas semelhantes a estrelas, as quais não vemos, entretanto, aproveitamos da sua luz". (Zygmunt Felinski)

 

"A pessoa nada pode por si mesma, mas Deus tudo pode nela pela força de sua graça."

(Zygmunt Felinski)

 

SÃO ZYGMUNT SZCZESNY FELINSKI
ARCEBISPO DE VARSÓVIA
FUNDADOR DA CONGREGAÇÃO DA IRMÃS DA SAGRADA FAMILIA

 

DECRETO DA HEROICIDADE DAS VITURDES


Conforme testemunhos históricos, levou sua fama de pastor, suportando não poucas adversidades e sofrimentos, demonstrando disposição em seguir o Cristo Crucificado até o Calvário. Desde a juventude valorizava as virtudes, e esforçava-se em praticá-las. Sua fé era madura, desenvolvida pelo seu espírito forte, num tempo de muita dificuldade. O que lhe dava forças era a devoção fervorosa ao Santíssimo Sacramento, oração e meditação da Palavra de Deus. Era grande devoto de Maria Santíssima, cuja devoção propagou entre os fieis, ao assumir a Arquidiocese de Varsóvia. Convicto que só em Jesus Cristo podemos ser considerados irmãos, sempre socorreu aos mais necessitados tanto material como espiritualmente. Preocupava-se com todos desde a infância até a velhice, provado pelo seu interesse na abertura de escolas, A fundação da congregação para dar assistência a crianças, adolescentes e idosos abandonados e pobres.
Sua fama de santidade crescia continuamente. Por isso o Cardeal Stefan Wyszynski deu início ao processo de beatificação e canonização - com documentos informativos colecionados nos anos de 1965 – 1984, tendo o primeiro reconhecimento pela Congregação da Causa de Canonização pelo decreto assinado em 10 de junho de 1988. Em 24 de abril de 2001 o Santo Padre João Paulo II anunciou solenemente o Decreto da Heroicidade das Viturdes de Zygmunt Szczesny Felinski.

 

PROCESSO DA BEATIFICAÇÃO

Atendendo as determinações da Congregação da Causa de Canonização – foram apresentados os processos da comissão histórica, processos dos escritos do arcebispo, material este recolhido no País, outros Países, no Vaticano, Congregações religiosas, entrevistas com pessoas e parentes.

Graças e Milagres alcançados pela intercessão do Arcebispo D. Zygmunt.
Em vida era admirado por todos que o conheciam. Diziam que por seus lábios é o próprio Deus que fala. Ajudava a muitos com suas orações, bênçãos, ensinamentos, aconselhamentos tanto nas confissões como em encontros .
Vale destacar que já em vida as pessoas o procuravam pedindo ajuda nas doenças. Citam- se casos de pessoas que sentiam melhoras ou até saíam curadas durante as suas orações, especialmente celebrando a Santa Missa nas inteções dos doentes.

Milagre reconhecido pela Igreja na Beatificação:
CURA DE UM GRAVE ACIDENTE - No dia 16 de julho de 1995 durante um trágico acidente automobilístico a Senhora Dalmara Kozil sofreu graves lesões. Marcos seu esposo, faleceu na hora, seu filhinho de 4 anos faleceu uma semana após, sua filha de 7 anos, Paulinha, somente fraturou o braço. A senhora Dalmara em estado grave, inconsciente foi transportada para o hospital de Rzeszow, onde atestaram: rompimento do baço, bexiga, mesenterio do intestino delgago. Hemorragia instantânea, fratura da bacia e do femor da perna esquerda e também lesões no cérebro.
Dalmara Kozial após primeiros socorros foi submetida a cirurgia exigindo muitos cuidados, como explicaram os médicos: “Como descrito acima as lesões e fraturas causadas no organismo, na realidade, a vida da paciente durante o tratamento, por várias vezes esteve ameaçada. Sobrevivência impossível! Apesar disto, a paciente ficou completamente curada. Tais resultados no tratamento, superam todos prognósticos.”
Inesperadamente, sem explicações, o estado de saúde começou a melhorar. Mas foi quando a mãe da paciente, os familiares e as Irmãs da Sagrada Família começaram a rezar a novena pela intercessão de Dom Zygmunt Szczensny Felinski e colocaram uma foto com relíquia do Fundador embaixo do seu travesseiro.
A própria paciente ao recuperar a consciência ouviu dos médicos que a sua cura era milagrosa. E ela mesma está convicta que recuperou a saúde como graça sobrenatural de Deus pela intercessão do Arcebispo Felinski.
Os médicos-cirurgiões que a atenderam declararam que a saúde da paciente não é resultado da medicina, por mais experientes que eles sejam e o avanço na medicina, um grande número de pessoas em tal estado vão a óbito. E sobrevivem somente os escolhidos por Deus. Portanto o acidente da senhora Dalmara reconhecem como cura sobrenatural, superando o direito da natureza.
Momento decisivo, superando a lei da natureza teve lugar, quando revelou-se a insuficiência renal e necessidade de hemodiálise. Porém com intesificação das orações pela intercessão do arcebispo Felinski, o estado crítico desapareceu, não havendo necessidade de hemodiálise – o que os médicos mais uma vez, reconheceram ser um fenômeno sem explicações por meios naturais.
Todos reconheceram que a cura total da senhora Dalmara foi pela intercessão do Arcebispo Zygmunt Szczensy Felinski. Essa cura foi reconhecida como milagre primeiramente pelo Tribunal Eclesiástico em Rzeszow, e posteriormente em Roma, pela Congregação da Causa dos Santos aprovada pelos médicos, teólogos e Cardeais. Recebeu o Decreto da promulgação do milagre pela Papa João Paulo II aos 5 de julho de 2002.
O arcebispo Zygmunt S. Felinski foi Beatificado em 18 de agosto de 2002, em Cracóvia- Polônia, pelo Papa João Paulo II.

CANONIZAÇÃO

Dando entrada na Congregação da Causa dos Santos com processo para canonização é necessário confirmar com um milagre. Foram muitas as graças e milagres conseguidos pela intercessão de D. Zygmunt que eram levados ao conhecimento da Irmã Tereza – postuladora do processo de canonização.
Um resumo do milagre de cura da Irmã Stefania-Bozina Zelek narrada por ela:
“Maior dom que recebi de Deus por intercessão do Bem Aventurado Zygmunt Felinski é o milagre da Cura de uma doença grave. Tive destruída a medula óssea, estive próxima da morte, não reconhecia as pessoas, perdia a noção das coisas. Quando me sintia muito enfrequecida, sem mais ou menos senti uma força dentro de mim, levantei e comecei andar.
Fiquei sabendo depois, que todas as Irmãs estavam rezando por intercessão do Bem Aventurado Pai Fundador pedindo pela minha saúde, como também pessoas leigas. Após três dias saí do hospital. A medula óssea, sem transplante, regenerou-se e começou a funcionar. Estou com saúde. Já decorreram cinco anos do acontecido.
Diariamente agradeço a Deus pelo imenso dom recebido e tenho grande confiança e creio que Ele é o grande intercessor junto de Deus Pai. Rezo muito pedindo sua canonização. Meu grande desejo é alcançar o momento feliz - Dia da Canonização. (declaração feita em novembro de 2008).
A Irmã Stefania Bozena Zelek está atualmente trabalhando na casa provincial de Cracóvia como organista nas igrejas do local.

 

 

S. ZYGMUNT SZCZESNY FELINSKI
ARCEBISPO DE VARSÓVIA
FUNDADOR DA CONGREGAÇÃO DA IRMÃS FRANCISCANAS DA SAGRADA FAMILIA

 

São Zygmunt S. Felinski nasceu no dia 1º de novembro de 1822, em Wojutyn - Polônia. Cresceu num ambiente cristão, com harmonia familiar e muito amor. Estudou na Universidade de Moscou e fez especialização na Universidade de Sorbone – França.
Retornando de Paris, ingressou no Seminário e realizou a formação teológica. Foi Ordenado sacerdote em 1855 e trabalhou como vigário da Igreja de Santa Catarina em Petersburgo – Rússia, professor e diretor espiritual do Seminário maior em Moscou.
Em 1857 fundou a Congregação das Irmãs Franciscanas da Sagrada Família de Maria. No dia 6 de Janeiro de 1862 foi nomeado Arcebispo de Warsóvia pelo Papa Pio IX. Nessa Missão desenvolveu suas atividades procurando renovar espiritualmente a arquidiocese.
Após o levante de janeiro de 1863, por se posicionar em favor da Igreja e do povo, foi exilado por ordem do governo Russo para a Sibéria, nas neves eternas onde ficou 20 anos.
Ao regressar em 1883, proibido de retornar a Polônia fixou residência no vilarejo de Dzwiniaczka – Galícia, entre o povo simples.
Faleceu na cidade de Cracóvia no dia 17 de setembro de 1895 com fama de Santidade.

Foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 18 de agosto de 2002 e sua canonização está prevista para 11 de outubro de 2009 em Roma, por S. Santidade Papa Bento XVI.

ARCEBISPO ZYGMUNT FELINSKI
MILAGRES REALIZADOS POR SUA INTERCESSÃO
COM RECONHECIMENTO DO VATICANO.

1. CURA APÓS UM GRAVÍSSIMO ACIDENTE

No dia 16 de julho de 1995, nos arredores da cidade de Cracóvia – Polônia, aconteceu um grave acidente envolvendo a família Koziol: o casal, um filho de quatro anos e uma filha de sete. O pai faleceu na hora; o filho menor, uma semana depois; a filha de sete anos, Paulinha, sofreu apenas uma fratura no braço. A mãe, senhora Dalmara Koziol, deu entrada no Hospital de Rzeszów em estado gravíssimo, inconsciente e com diagnóstico de rompimento do baço, da bexiga, do mesentério e intestino delgado. Apresentava processo instantâneo de hemorragia, fratura do fêmur na perna esquerda e traumatismo craneano. Foi submetida a procedimentos cirúrgicos durante os quais sua vida passou várias vezes por um fio. A conclusão médica fora de que “sua sobrevivência seria impossível”.
Nesse período desesperador, seus pais e familiares, orientados pelas Irmãs, se colocaram em estado de contínua oração, implorando a Deus a sua recuperação, por intercessão do Arcebispo Felinski, colocando sua foto e relíquia sob o travesseiro da paciente.
Inesperadamente, de maneira inexplicável, ela recobrou a consciência e começou apresentar sucessivas melhoras em seu estado geral de saúde. Ela própria ouviu dos médicos que a assistiam, que "estava acontecendo um milagre com ela".
Os médicos-cirurgiões que a atenderam, comparando os primeiros exames com outros realizados após a sua cura declararam: “Por maiores que sejam os avanços da medicina e, ainda que atendida por profissionais experientes, casos graves como esse a pessoa fatalmente vem a óbito; portanto a cura espontânea da senhora Dalmara Koziol não tem explicação pela medicina, mas trata-se de fenômeno sobrenatural”.
Porém, a sua recuperação total ainda estava por acontecer. Recuperada totalmente das seqüelas causadas pelo acidente, foi constatado grave insuficiência renal necessitando submeter-se ao processo de hemodiálise para a sua sobrevivência.
Foi intensificada a corrente de confiante oração a Deus pela intercessão do Arcebispo Felinski. E, como Deus não realiza nenhuma obra pela metade, também essa situação de sua saúde foi miraculosamente superada e, mais uma vez, a equipe médica reconheceu e atestou “mais uma intervenção de cura sem explicação pela medicina”.
Todos reconheceram que essa cura total da Sra. Dalmara fora realmente um milagre realizado pela intercessão poderosa do Arcebispo Zygmunt Felinski.
Esse reconhecimento aconteceu primeiramente pelo tribunal Eclesiástico de Rzeszów e posteriormente pela Congregação da Causa dos Santos e aprovada pelos médicos, teólogos e Cardeais em Roma, no Vaticano, aprovando-lhe a beatificação pelo Decreto papal em 05/07/02.
Sua Beatificação aconteceu no dia 18 de agosto de 2002, na cidade de Cracóvia – Polônia, pelo Papa João Paulo II.

2. CURA MIRACULOSA DE STEFÂNIA ZELEK, RELIGIOSA DA CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS FRANCISCANAS DA SAGRADA FAMÍLIA DE MARIA.

Irmã Stefânia Zelek, nascida em 11/10/1934 na cidade de Nowy Sacz, na Polônia, fez sua primeira profisssão na Congregação em 1953 e especializou-se na área da Música.
Aos 70 anos foi hospitalizada em Szczyszyc com infecção nas vias respiratórias, intensas dores na garganta, febre de 40º, diabete descontrolada, dependente de insulina, elevada pressão arterial, insuficiência vascular arterial e em estado geral grave. Foi submetida a tratamento intensivo e, mesmo em contínua intervenção farmacológica seu estado de saúde foi se agravando cada vez mais. Devido a baixa defesa imunológica fez um foco de hemorragia gástrica, com alteração sanguínea com sério agravo no tratamento. Após sérios exames de aprofundamentos diagnóstico para descobrir a causa dessa alteração sanguínea, descobriu-se que a causa principal era a diminuição do líquido cefaloraquidiano. Detectado o problema da medula, o estado da paciente foi se agravando dia a dia e os médicos comunicaram as Irmãs que o estado de saúde da paciente era irreversível e a chance de vida mínima.
Aos 12 de janeiro, após um mês de internamento, após exame especializado em hematologia foi diagnosticado “leucemia em estado avançado” e a paciente transferida para uma Clínica de Hematologia em Cracóvia, em estado muito debilitado, pois apresentava também alteração de consciência, infecção pulmonar com sérios danos cardio vasculares e outras complicações.
Já na Clínica em Cracóvia o diagnóstico detectado apresentou grave dano medular de origem maligna, confirmado por exames histológicos por estudos avançados com equipamentos modernos, sem possibilidades de erros no resultado. Apesar de todo empenho clínico em terapia hematológica, bacteriana, antibiótica, fungicida e transfusão de plaquetas, a paciente não apresentou sinal de recuperação.
Enquanto isso foram redobradas as súplicas a Deus pela intercessão do Arcebispo Felinski, não só pelas Irmãs, mas também pelo povo da paróquia e sua relíquia colocada sob o seu travesseiro. Após uma semana de orações, exatamente no dia 20 de janeiro, na visita médica, pela primeira vez a Irmã Stefânia demonstrou melhora apresentando temperatura e pressão arterial normais. Efetuados novos exames de sangue notou-se considerável alteração positiva em relação às plaquetas e também à sua medula óssea como que refeita iniciou sua função normal. Dois dias depois, isto é, no 11º dia de permanência na Clínica, a Irmã em bom estado de saúde, deixa aquela casa hospitalar e volta para sua comunidade para celebrar e agradecer a poderosa intercessão do querido Arcebispo Felinski, por ter recuperado totalmente a saúde.
A equipe médica testemunhou: “Não existe lógica, argumentos científicos e possibilidade de explicação desse fenômeno. Resta somente aceitar a intervenção de forças sobrenaturais que podem realizar curas impossíveis e inexplicáveis”. Um dos médicos declarou: “no decorrer dos meus 50 anos de profissão jamais me deparei com semelhante recuperação de saúde tão extraordinária e rápida de doença na medula óssea.
Mais uma vez louvamos a Deus pela poderosa intercessão do Pastor desterrado por 20 anos, o Protetor dos órfãos e exilados, o fiel seguidor de São Francisco de Assis, o fervoroso devoto da Virgem Santíssima que confiava plenamente na Divina Providência, o intercessor junto a Deus que operou a recuperação da saúde da Irmã Stefânia Zelek.
Este milagre foi reconhecido pela Santa Sé, após a tramitação legal do processo e exames por médicos, teólogos e Cardeais que reconheceram, em nome da Igreja, a santidade do Arcebispo Zygmunt Felinski que será canonizado em Roma, no dia 11 de outubro, pelo Papa Bento XVI.

 

 

Vida e Ação do Bem-aventurado


SãO ZYGMUNT SZCZESNY FELINSKI

1822-1895

Arcebispo Metropolitano de Varsóvia
Fundador da Congregação das
Irmãs Franciscanas da Sagrada Família de Maria

Apóstolo da paz e concórdia entre nações
Propagador do culto de Mãe de Deus
Protetor dos exilados
Franciscano da 3 ª Ordem


Confiança ilimitada na Divina Providência

Vida e Ação do Bem-aventurado


Zygmunt Szczesny Felinski nasceu no dia 1º de novembro de 1822 em Wojutyn em Wolyn (atualmente Ucrânia), filho de Geraldo e Eva. Da convivência familiar perpassada pelo evangelho, auriu a fé e a moral cristã.Teve sua infância e adolescência difícil, perdeu seu pai aos 12 anos e sua mãe foi exilada, em 1839. Desde então ficou sob a tutela do Benfeitor Zenon Brzozowski. Completou os estudos de Matemática na Universidade de Moscou e Hu-manística no College de France em Paris. Seu lema na vida: “Para ser polonês é preciso viver de modo divino e nobre”.Testemunhou o seu patriotismo ao tomar parte no levante em 1848 e a grandeza do espírito pela amizade com o poeta Julio Slowacki.


Em 1851 ingressou no Seminário em Zytomierz, prosseguindo sua formação na Academia Espiritual em Sankt-Petersburgo, onde foi ordenado Sacerdote em 1855. Espírito de solidariedade com empobrecidos, em 1857, organizou o Abrigo para órfãos, carentes, fundou a Congregação Religiosa Família de Maria, cujas Irmãs se consagrando a Deus e a Igreja, serviam aos necessitados. Era Diretor espiritual e professor na Academia. Considerado: “apóstolo dedicado, humilde e culto”; “Protetor dos pobres e órfãos”, “pessoa maravilhosa”, “o melhor dos sacerdotes na Rússia”.


Arcebispo de Varsóvia

O Papa Pio IX, aos 06.01.1862 nomeou-o Arcebispo de Varsóvia, exercendo o cargo somente por 16 meses. Neste breve tempo desenvolveu um bom trabalho na renovação da fé cristã e no afastamento das intervenções do governo russo nas questões internas da Igreja. Em Varsóvia, como escreveram para o Vaticano, surgiu como “anjo da paz”, entre os partidos – convocando a Nação para prudência e trabalho pelo bem da pátria e desenvolvimento dos recursos espirituais e materiais. Por experiência em levante esforçava-se para pacificar o Povo e impedir derramamento de sangue. Percebia que perante as potências russas a Nação não teria êxito.
Ao surgir o levante de 1863, o arcebispo se pôs ao lado dos injustiçados, pediu demissão do cargo no Conselho do Estado, dirigiu uma carta ao Monarca (15/03/1863). A publicação da correspondência em Paris e a mudança política na Russia concorreram para que o Arcebispo se tornasse um estorvo para as Autoridades dominadoras. Foi intimado para se apresentar em Petersburgo. Aos 14/06/l863, partiu de Varsóvia escoltado como prisioneiro do Estado.
Foi apenas neste momento que Varsóvia reconheceu claramente quem era o seu Pastor, que em tão pouco tempo realizou tantas coisas. Esta “pessoa Providente”, como o denominavam, sinal de “Misericórdia Divina”, trouxe para Varsóvia “espírito de renascimento”. O Bem-aventurado Frei Honorato Kozminski, reconheceu na sua administração o “sopro do Es-pírito Santo”.

Exilado

Condenado ao exílio para o interior da Rússia, permaneceu em Jaroslaw junto ao rio Wolga por 20 anos. Testemunhou santidade por sua vida entregue a oração, ao apostolado e obras de misericórdia. Era pressionado pelo governo para resignar do cargo de Arcebispo, porém esta situação depositou nas mãos do Santo Padre. Apesar das limitações, por parte da polícia, protegia os exilados siberianos, levando-lhes conforto espiritual e auxílio material. Tomou a iniciativa em fundar uma Igreja em Jaroslaw. Ali por muitos anos permaneceu em viva memória a sua pessoa – diziam: “aqui viveu um santo bispo, que consolidou o espírito cristão e polonês”.

Pastor do povo

Em 1883, após o acordo entre o governo russo e a Santa Sé Apostólica, recebeu a anistia do exílio, mas impedido de voltar à Varsóvia. Como Bispo titular de Tarso dedicou-se ao trabalho pastoral, educativo e social em Dzwiniaczka (Ucrânia).
No ambiente desta aldeia renovou o espírito religioso, bem como, uma convivência pacífica entre os poloneses e ucranianos. Para todos dirigia palavras paternas, convocando em nome do evangelho para fraternidade, unidade, colaboração mútua, respeito às distinções de nacionalidade e cultura. O povo de Dzwiniaczka tinha-o como um sacerdote “santo”, a per-manência na aldeia como “bênção de Deus” e uma grande “honra para seus habitantes”.

Partiu o grande coração

O Arcebispo Felinski faleceu em opinião de santidade, aos 17/09/1895 em Cracóvia. Quando certa ocasião lhe perguntaram onde gostaria de ser sepultado, respondeu: “A Providência indicará, onde deveis me sepultar, onde a morte me encontrar, lá me sepultareis”. Podemos reconhecer que realmente a Providência indicou aquele local, tirando-o duma aldeia oculta e o conduziu para a Cracóvia Real, onde no palácio episcopal entregou a sua alma a Deus. O povo de Cracóvia prestou-lhe homenagens fúnebres, e o mesmo depois em Dzwiniaczka.
O jornal publicou: - “Partiu o grande coração”, e “A nossa nação perde um dos mais nobres e virtuosos filhos da Igreja católica, um sacerdote santo, de profunda sabedoria, um vigia firme na defesa da fé, pastor que dedicava tudo pelo bem das almas que lhe foram confiadas”. Era Sacerdote inteligente, bom e nobre, simples no trato, modesto, evitando toda e qualquer fama. A sociedade sentirá a sua falta na história da nação polonesa e na igreja católica tomará um lugar de maior honra”. A lembrança sobre ele permanece, graças as suas virtudes, a fama de sua santidade e numerosas curas recebidas por sua intercessão. Tudo isto estimulou para procurar sua elevação aos altares. Os trabalhos para a beatificação iniciaram em Varsóvia (1965-1984) e depois prosseguiram em Roma. Foi Beatificado em Cracóvia, aos 18 de agosto de 2002, pelo Papa João Paulo II.


A Canonização realizou-se em Roma aos 11 de outubro de 2009

O Cardeal Stefan Wyszynski, abrindo o processo para a beatificação do Arcebispo Felinski, aos 31/05/1965, apresentou o caminho difícil de sua vida, que conduzia por “espinhos e abrolhos”. “Certamente este caminho difícil testemunhará a santidade do arcebispo Felinski. É mais significativo, do que sinais e milagres, que haveria de realizar. Era o milagre do amor, a mais bela força do espírito humano, que não deixou abater-se, mesmo que tivesse motivo para tanto”.

Silhueta Espiritual

São Zygmunt S. Felinski, era homem de uma fé firme e de confiança ilimitada na Providência Divina. Aprendeu na família o amor a Deus, a Igreja, dedicação a Pátria e respeito aos homens. Em primeiro lugar punha o amor ao próximo: “preferia ouvir a voz do amor do que a voz da razão”. Como filho fiel da Igreja distinguia-se pelo amor e afeição ao Santo Padre e a Sé Apostólica. Traços característicos do seu espírito: a honestidade, coragem, justiça e ao lado disto a serenidade de espírito, doação e misericórdia, humildade e simplicidade, e ainda laboriosidade e pobreza.


Seus contemporâneos chamavam-no: “Orgulho da Pátria”, “Mártir pela Fé e pela Pátria", “fiel filho da Igreja”, “Apóstolo da paz e harmonia da nação”, fiel seguidor de São Francisco de Assis. Como herança deixou: “uma batina, o breviário e muito amor entre o povo”.

Congregação das Irmãs Franciscanas da Sagrada Família de Maria Fundada pelo Arcebispo Felinski em 1857, atualmente conta com 1100 Irmãs, trabalhando em 145 comunidades religiosas: na Polônia, Brasil, Itália, Bielorússia, Ucrânia, Rússia e Casaquistão. Desenvolvem sua missão nas Escolas, Assistência Social, Hospitais, Asilos de Idosos e Paróquias.



Oração Pedindo graças
Deus Eterno e todo Poderoso, nós vos louvamos nos vossos santos. A vida deles é exemplo para nós e sua intercessão nos alcança o vosso auxílio. Humildemente pedimos pela intercessão de São Zygmunt, Bispo de grande humildade e simplicidade, a graça...(dizer a graça) que confiantes apresentamos.
Fazei Senhor, que imploremos não somente a sua intercessão, mas imitemos suas virtudes. E apoiados na vossa Divina Providência, possamos cumprir a vossa vontade tornando-nos testemunhas fiéis da vossa verdade e amor. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

 

TESTAMENTO DE SÃO ZYGMUNT

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