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DOMINGO, 11 DE OUTUBRO DE 2009

Nosso coração exulta de alegria porque o

NOSSO FUNDADOR FOI CANONIZADO NO DIA 11 de outubro de 2009, em Roma.

Mas... o que significa ser canonizado?

- É ser reconhecido oficialmente pela Igreja como Santo e ser colocado a honra dos altares.

 

PROCESSO DE CANONIZAÇÃO

O processo pode levar décadas porque exige muitos estudos, testemunhos e comprovações. Começa na Diocese em que o candidato realizou sua principal obra, com a reunião de documentos que são enviados à Congregação para as causas dos santos, no Vaticano, para serem aprovados por três comissões: Histórica, dos consultores Teólogos e Congregação de Cardeais e Bispos. Quando aprovados, são encaminhados ao Papa, que edita o Decreto reconhecendo que o candidato é venerável, pois exerceu em grau heróico as virtudes da fé, esperança, caridade, prudência, justiça, temperança e fortaleza.
O passo seguinte é demonstrar o suposto milagre. É necessário comprovar que a intervenção do candidato foi fundamental, revelando que ele pode interceder a favor de seus fiéis. No caso de curas, devem ser duradouras e não explicáveis cientificamente. Depois de médicos do país emitirem pareceres, há uma consulta no Vaticano, da qual geralmente participam cinco médicos. Reconhecido pela Congregação Ordinária de Cardeais e Bispos, o Papa decreta o candidato “Beato” podendo ser objeto de culto público em locais determinados.
A última fase do processo é a demonstração de mais um milagre realizado após a beatificação, que obedece as mesmas fases do primeiro. Se aprovado, o Papa edita o Decreto de Canonização. O agora santo pode ser cultuado em todo o planeta.

 


Homilia do Papa na canonização de São Zygmunt Felinski


Queridos irmãos e irmãs!
«O que hei de fazer para herdar a vida eterna?». Com esta pergunta teve início o breve diálogo que escutamos na página evangélica, entre um jovem, identificado como rico, e Jesus (cf. Mc 10, 17-30). Não sabemos muitos pormenores acerca desta anônima personagem; das poucas informações, todavia, conseguimos perceber o seu desejo sincero de alcançar a vida eterna, conduzindo uma existência terrena honesta e virtuosa. De fato, conhece os mandamentos e observa-os fielmente desde a adolescência. E no entanto tudo isto, que certamente é importante, não basta - diz Jesus - falta só uma coisa, mas trata-se de algo essencial. Vendo-o então bem disposto, o divino Mestre, fitando-o com amor propõe-lhe o salto de qualidade, chama-o ao heroísmo da santidade, pede-lhe que abandone tudo e o siga: «Vende o que tens, dá aos pobres... depois, vem e segue-me!» (v. 21).
«Vem e segue-me!». Eis a vocação cristã que nasce de uma proposta de amor do Senhor, e que pode realizar-se só graças a uma nossa resposta de amor. Jesus convida os seus discípulos ao dom total da própria vida, sem cálculo e vantagem humana, com uma confiança sem reservas em Deus. Os santos aceitam este convite exigente, e põem-se com humilde docilidade no seguimento de Cristo crucificado e ressuscitado. A sua perfeição, na lógica da fé, às vezes humanamente incompreensível, consiste em não se colocar a si mesmo no centro, mas em escolher ir contra a corrente, vivendo de acordo com o Evangelho. Assim fizeram os cinco santos que hoje, com grande alegria, são apresentados à veneração da Igreja universal: Zygmunt Szczesny Felinski, Francisco Coll y Guitart, Jozef Damiaan de Veuster, Rafael Arnáiz Barón e Marie de la Croix (Jeanne) Jugan. Neles contemplamos realizadas as palavras do Apóstolo Pedro: «Deixamos tudo e seguimos-te» (v. 28) e a consoladora garantia de Jesus: «não há ninguém que tenha deixado casa e irmãos ou irmãs, mãe ou pai, filhos ou campos, por minha causa e por causa do Evangelho, que não receba já agora... cem vezes tanto... juntamente com perseguições, e a vida eterna no tempo que virá» (vv. 29-30).


Zygmunt Szczesny Felinski, Arcebispo de Varsóvia, fundador da Congregação das Franciscanas da Família de Maria, foi uma grande testemunha da fé e da caridade pastoral, numa época muito difícil para a nação e para a Igreja na Polônia. Preocupou-se com zelo do crescimento espiritual dos fiéis, ajudando os pobres e os órfãos. Na Academia Eclesiástica de São Petersburgo, dirigiu a sólida formação dos sacerdotes. Como Arcebispo de Varsóvia, incentivou todos à renovação interior. Antes da insurreição de Janeiro de 1863 contra a anexação russa, alertou o povo para o inútil derramamento de sangue. Quando, porém, eclodiu a revolta e houve repressões, defendeu corajosamente os oprimidos. Por ordem do czar russo, passou vinte anos no exílio, em Jaroslaw às margens do Volga, sem poder retornar à sua diocese. Em qualquer situação, mantinha a inexorável confiança na Divina Providência, e assim rezava: “Oh Deus, não nos protejas das tribulações e das preocupações deste mundo... mas multiplica o amor nos nossos corações e faz que, com a mais profunda humildade, mantenhamos a infinita confiança na Tua ajuda e na Tua misericórdia...”. Hoje, o seu doar-se a Deus e aos homens, plenos de confiança e de amor, torna-se um fúlgido exemplo para toda a Igreja.


São Paulo recorda-nos na segunda leitura que «a Palavra de Deus é viva e eficaz» (Hb 4,12). Nela, o Pai que está no céu, conversa amorosamente com seus filhos de todos os tempos (cf. Dei Verbum, 21), dando-lhes a conhecer seu infinito amor e, deste modo, encorajá-os, consolá-os e oferecer-lhes o seu desígnio de salvação para a humanidade e para cada pessoa. Consciente disto, São Francisco Coll dedicou-se com afinco a propagá-la, cumprindo assim fielmente a sua vocação na Ordem dos Pregadores, na qual realizou a profissão. A sua paixão foi pregar, em grande parte de modo itinerante e seguindo a forma de «missões populares», com a finalidade de anunciar e reavivar pelos povoados e cidades da Catalunha a Palavra de Deus, ajudando assim as pessoas ir ao encontro profundo com Ele. Um encontro que leva à conversão do coração, a receber com alegria a graça divina e a manter um diálogo constante com Nosso Senhor através da oração. Por isso, a sua atividade evangelizadora incluía uma grande entrega ao sacramento da Reconciliação, uma ênfase destacada na Eucaristia e uma insistência constante na oração. Francisco Coll chegava até ao coração das pessoas porque transmitia o que ele mesmo vivia com paixão no seu interior, o que ardia no seu coração: o amor de Cristo, a sua entrega a Ele. Para que a semente da Palavra de Deus encontrasse terra boa, Francisco fundou a congregação das Irmãs Dominicanas da Anunciação, com a finalidade de dar uma educação integral a crianças e jovens, de modo que pudessem descobrir a riqueza insondável que é Cristo, esse amigo fiel que nunca nos abandona nem se cansa de estar ao nosso lado, animando nossa esperança com a sua Palavra de vida.
Jozef De Veuster, que na Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria recebeu o nome Damiaan, em 1863, quando tinha 23 anos, deixou o seu país natal, os Flandres, para anunciar o Evangelho do outro lado do mundo, no Arquipélago do Havaí. A sua atividade missionária, que lhe deu tanta alegria, alcançou o seu ápice na caridade. Não sem temor e repulsa, escolheu ir à Ilha de Molokai ao serviço dos leprosos que lá se encontravam abandonados por todos; assim expôs-se à doença da qual eles sofriam. Juntamente com eles, sentiu-se em casa. O servidor da Palavra tornou-se assim um servidor sofredor, leproso com os leprosos, durante os últimos quatro anos da sua vida.
Para seguir Cristo, o Padre Damiaan não só deixou a sua pátria mas colocou em risco inclusive a sua saúde: por isso ele - como diz a palavra de Jesus que nos foi proclamada no Evangelho de hoje - recebeu a vida eterna (cf. Mc 10, 30).
No vigésimo aniversário da canonização de outro santo belga, Fratel Mutien-Marie, a Igreja na Bélgica reúne-se mais uma vez para dar graças a Deus por um dos seus filhos, reconhecido como um autêntico servidor de Deus. Diante desta nobre personalidade, recordamos que é a caridade a fazer a unidade: gera-a e torna-a desejável. Seguindo São Paulo, São Damião faz-nos optar pelos bons combates (cf. 1 Tm 1, 18), não por aqueles que provocam divisões, mas pelos que unem. E convida-nos a abrir os olhos para as lepras que desfiguram a humanidade dos nossos irmãos, e pedem mais do que a nossa generosidade, a caridade da nossa presença de servidores.
À figura do jovem que apresenta a Jesus o seu desejo de ser algo mais do que um bom cumpridor dos deveres que impõe a lei, retornando ao Evangelho de hoje, faz de contraluz o Irmão Rafael, hoje canonizado, falecido aos vinte e sete anos como Oblato na Trapa de San Isidro de Dueñas. Ele também era de uma família abastada e, como ele mesmo disse, de “alma um pouco sonhadora”, cujos sonhos porém não se desvaneceram diante do apego aos bens materiais e a outras metas que a vida do mundo propõe às vezes com grande insistência. Ele disse sim à proposta de seguir Jesus, de maneira imediata e decidida, sem limites nem condições. Deste modo, iniciou um caminho que, a partir do momento em que se deu conta no Mosteiro de que “não sabia rezar”, o levou em poucos anos ao ápice da vida espiritual, que ele retrata com grande simplicidade e maturidade em numerosos escritos. O Irmão Rafael, ainda muito próximo de nós, continua a oferecer-nos com o seu exemplo e as suas obras um percurso atrativo, especialmente para os jovens que não se conformam com pouco, mas que aspiram à plena verdade, à mais indizível alegria, que se alcançam através do amor de Deus. “Vida de amor... Está aqui a única razão de viver”, diz o novo Santo. E insiste: “Do amor de Deus nasce tudo”. Que o Senhor ouça benigno uma das últimas orações de São Rafael Arnáiz, quando lhe entregava toda a sua vida, suplicando: “Toma-me a mim e doa-Te a Ti ao mundo”. Que se doe para reanimar a vida interior dos cristãos de hoje. Que se doe para que os seus Irmãos da Trapa e os centros monásticos continuem a ser esse farol que faz descobrir o íntimo anseio de Deus que Ele pôs em cada coração humano.
Através da sua admirável obra ao serviço das pessoas idosas mais carentes, Santa Maria da Cruz é também uma luz para guiar as nossas sociedades, que devem sempre redescobrir o lugar e a contribuição única deste período da vida. Nascida em 1792 em Cancale, na Bretanha, Joana Jugan zelou pela dignidade dos seus irmãos e irmãs de humanidade, vulneráveis em função da idade, reconhecendo neles a própria pessoa de Cristo. “Olhai ao pobre com compaixão - dizia - e Jesus vos olhará com bondade no vosso último dia”. Seu serviço alegre e abnegado, realizado com docilidade e humildade de coração, ao fazer-se pobre entre os pobres, era marcado por este olhar de compaixão às pessoas idosas, recebido da sua profunda comunhão com Deus”. Joana Jugan viveu o mistério do amor ao aceitar, com serenidade, o escondimento e o despojamento, até a morte. O seu carisma é sempre atual, visto que muitas pessoas idosas sofrem por vários tipos de pobreza e de solidão, por vezes até abandonadas por suas famílias. O espírito de hospitalidade e de amor fraterno, fundado na confiança ilimitada na Providência, na qual Joana Jugan encontrava a fonte nas Beatitudes, iluminou toda a sua existência. Tal entusiasmo evangélico persiste hoje, em todo o mundo, com a Congregação das Pequenas Irmãs dos Pobres, que ela fundou e que testemunha, seguindo o seu exemplo, a misericórdia de Deus e o amor de compaixão do Coração de Jesus pelos pequenos. Que Santa Joana Jugan seja, para todas as pessoas idosas, uma fonte vida de esperança e para as pessoas que se põem generosamente ao seu serviço, um poderoso estímulo para prosseguir e desenvolver a sua obra!


Queridos irmãos e irmãs, demos graças ao Senhor pelo dom da santidade, que hoje resplandece na Igreja com singular beleza. Enquanto com afeto saúdo cada um de vós - Cardeais, Bispos, Autoridades civis e militares, sacerdotes, religiosos e religiosas, fiéis leigos de várias nacionalidades que participais nesta solene celebração eucarística - gostaria de dirigir a todos o convite a deixar-se atrair pelos exemplos luminosos desses Santos, a deixar-se guiar pelos seus ensinamentos, para que toda a nossa existência se torne um cântico de louvor ao amor de Deus. Obtenha-nos esta graça a sua celeste intercessão e, sobretudo, a materna proteção de Maria, Rainha dos Santos e Mãe da humanidade. Amém.


BENEDICTUS XVI

Vaticano


Autêntica vida cristã implica heroísmo da santidade, diz Bento XVI em canonização


VATICANO, 11 Out. 09 / 07:56 am (ACI).- Ao presidir esta manhã a Eucaristia de canonização de cinco beatos, o Papa Bento XVI ressaltou que a autêntica vida cristã implica o heroísmo da santidade.

Ante os fiéis que abarrotaram a Basílica de São Pedro, o Santo Padre procedeu à canonização dos Beatos: Zygmunt Szczesny Felinsky, Bispo e fundador da Congregação das Franciscanas da Família da Maria; Francisco Coll e Guitart, sacerdote dominicano fundador da Congregação das Dominicanas da Anunciação da Beata Virgem Maria; Jozef Damian de Veuster, sacerdote da Congregação dos Sagrados Corações do Jesus e de Maria e da Adoração Perpétua do Santíssimo Sacramento do Altar; Rafael Arnáiz Barón, religioso da Ordem Cisterciense da Estrita Observância; e Marie de la Croix Jugan, fundadora da Congregação das Pequenas Irmãs dos Pobres.

Em sua homilia o Santo Padre destacou a santidade como a acolhida ao exigente convite do amor de Deus que pede uma confiança sem reserva nem medida com uma humilde docilidade para poder seguir a Cristo crucificado e ressuscitado.

Refletindo sobre o jovem que pergunta ao Jesus pelo modo de chegar à vida eterna, o Papa fez notar que “do pouco que se diz podemos, no entanto, perceber seu sincero desejo de alcançar a vida eterna conduzindo uma honesta e virtuosa existência terrena. Conhece em efeito os mandamentos e os observa fielmente da juventude".

E ainda assim, continuou, "tudo isto, que certamente é importante, não basta. Falta uma só coisa, mas uma coisa essencial. Vendo-o bem disposto, o divino Mestre o olha com amor e propõe o salto de qualidade, chama-o ao heroísmo da santidade, pede-lhe que deixe tudo para segui-lo”.

“A vocação cristã –prosseguiu– brota de uma proposta de amor do Senhor, proposta que só pode realizar-se graças a uma resposta de amor de nossa parte. Jesus convida os seus discípulos ao dom total de sua vida, sem cálculos ou algo em troca, com uma confiança sem reserva a Deus”.

Bento XVI recordou assim que são justamente os Santos que “acolhem este exigente convite e que ficam com humilde docilidade ao seguimento de Cristo crucificado e ressuscitado. Sua perfeição, na lógica da fé às vezes incompreensível desde o ponto de vista humano, consiste em não pôr mais ao centro de tudo a nós mesmos, mas optar por andar contra a corrente vivendo segundo o Evangelho”.

Seguidamente o Papa dedicou algumas palavras a cada um dos novos Santos:

“Zygmunt Szczesny Felinski se preocupou com zelo pelo crescimento espiritual dos fiéis, ajudava a pobres e órfãos. Velou por uma sólida formação dos sacerdotes. Alentou a todos a uma renovação interior. Por ordem do czar russo passou vinte anos em exilo em Jaroslaw às bordas do Volga, sem poder retornar à sua diocese. Em todo momento conservou uma decidida confiança na Divina Providência”, disse o Papa.

“São Francisco Coll se dedicou a propagar a fé com firmeza, cumprindo assim fielmente sua vocação na Ordem dos Pregadores dominicanos. Sua paixão foi pregar com o fim de anunciar e reavivar nos povos e cidades da Catalunha a Palavra de Deus, ajudando assim às pessoas ao encontro profundo com Ele. Um encontro que leva a conversão do coração, a receber com gozo a graça divina e a manter um diálogo constante com Nosso Senhor mediante a oração".

Por isso, explicou o Papa, "sua atividade evangelizadora incluía uma grande entrega ao sacramento da Reconciliação, uma ênfase destacada na Eucaristia e uma insistência constante na oração. Francisco Coll chegava ao coração de outros porque transmitia o que ele mesmo vivia com paixão em seu interior, o que ardia em seu coração: o amor de Cristo, sua entrega a Ele".

Seguidamente o Pontífice ressaltou que "para que a semente da Palavra de Deus encontrasse boa terra, Francisco fundou a congregação das Irmãs Dominicanas da Anunciata, com o fim de dar uma educação integral a meninos e jovens, de modo que pudessem ir descobrindo a riqueza insondável que é Cristo, esse amigo fiel que nunca nos abandona nem se cansa de estar a nosso lado, animando nossa esperança com sua Palavra de vida”.

A seguir refletiu sobre a figura do Pe. Damián de Molokai, conhecido também como o "Apóstolo dos leprosos" (no século Jozef de Veuster) quem "em 1863 deixou seu país natal para anunciar o Evangelho ao outro lado do mundo, nas Ilhas Havaí. Sua atividade missionária, que tanta alegria lhe deu, chegou a seu cume na caridade. Sem ausência de medo, optou por ir à Ilha de Molokai ao serviço dos leprosos que aí viviam abandonados; deste modo se expôs à enfermidade que eles padeciam. Sentiu-se em casa com eles".

"O servidor da Palavra se voltou assim em um servo sofredor, leproso com os leprosos, durante os últimos quatro anos de sua vida. Para seguir a Cristo, o Padre Damián não só deixou sua pátria, arriscou também sua saúde: por isso ele recebeu a vida eterna”.

“À figura do jovem –prosseguiu o Pontífice falando em espanhol- que apresenta a Jesus seus desejos de ser algo mais que um bom cumpridor dos deveres que impõe a lei, voltando para Evangelho de hoje, serve de contraluz o Irmão Rafael, hoje canonizado, falecido aos vinte e sete anos como Oblato na Trapa de São Isidro de Dueñas. Também ele era de família acomodada e, como ele mesmo diz, de ‘alma um pouco sonhadora’, mas cujos sonhos não se desvanecem ante o apego aos bens materiais e a outras metas que a vida do mundo propõe às vezes com grande insistência".

Este jovem monge, disse o Papa, "disse sim à proposta de seguir a Jesus, de maneira imediata e decidida, sem limites nem condições. O Irmão Rafael, ainda próximo a nós, segue-nos oferecendo com seu exemplo e suas obras um percurso atrativo, especialmente para os jovens que não se conformam com pouco, mas que aspiram à plena verdade, a mais inexprimível alegria, que se alcança pelo amor de Deus”.

Em francês, Bento XVI se referiu à vida da agora Santa Marie de la Croix quem se converte “também em um farol para guiar nossas sociedades”. “Nascida em 1792 em Cancale, em Bretanha, Jeanne Jugan se preocupou com a dignidade de seus irmãos e irmãs em humanidade, que com a idade se faziam vulneráveis, reconhecendo neles à mesma pessoa de Cristo”.

“’Olhem ao pobre com compaixão –dizia ela– e Jesus lhes olhará com bondade, em seu último dia’. Este olhar de compaixão para os anciãos, nascida de sua profunda comunhão com Deus, Jeanne Jugan a levou através de seu serviço alegre e desinteressado, exercido com doçura e humildade de coração, fazendo-se ela mesma pobre entre os pobres”.

“Jeanne viveu o mistério do amor aceitando, em paz, a escuridão e a dor até sua morte. Seu carisma tem sempre atualidade, dado que existem tantas pessoas anciãs que sofrem a pobreza e a solidão, abandonadas inclusive por suas famílias”, disse o Papa.

O Santo Padre terminou sua homilia agradecendo ao Senhor pelo dom da santidade que hoje brilha em nossa Igreja com singular beleza. “Quero dirigir um convite a todos para que se deixem atrair pelos exemplos luminosos destes Santos para que toda a existência seja um canto de louvor ao amor de Deus”.